13/12/2007

Conferência e-learning e comunidades :no digital mas mais além


Bem...eu fui umas das muitas pessoas que assistiram a esta conferência que aborda o tema do e-learning e das comunidades no digital.Bem devo confessar que estava ansiosa para assistir a esta conferência dado que é um tema que me interessa e muito, também graças ao meu possivel interesse em fazer mestrado em tecnologias educativas.
O que retirei de essencial desta conferência foi que:



  • em relação ao e-learning, o e está prestes a "cair", para evidênciar a importância do learning;

  • Que se trata de toda uma aprendizagem mediada electronicamente, mas não se resumo somente a este facto, tem de se discutir, reflectir, investigar e acima de tudo praticar;

  • O trabalho escolar realizado pela internet, tem de ter estes 3 aspectos:


  1. Principio da Compreensão

  2. Principio do espirito crítico

  3. Príncipio ético


  • Não se deve ficar dependente da Tecnologia, ou seja, teremos de utilizar a Tecnologia como instrumento para dinamizar a nossa aprendizagem, para aplicar a nossa aprendizagem.Se não soubermos a tabuada, não é utilizando o computador(ou outra tecnologia) que a vamos saber, o que pode fazer é fornecer estratégias que nos ajudem a aprender de modo difinitivo a tabuada

  • E o mais importante: é o modo como usamos as tecnologias em prol da aprendizagem

Devo confessar que me entusiasmou o modo como Joao Paiva falou acerca da sua experiência em e-learning, mas sei também que esta prática está agora a dar os primeiros passos e está nas nossas mão o poder de mudarmos as práticas e fazer com que o processo de ensino aprendizagem se desenvolva da melhor forma através da criatividade, negociação e da empatia entre professor e aluno.


Para quem quiser mais informação:


http://nautilus.fis.uc.pt/
http://www.mocho.pt/
http://www.molecularium.net/



12/12/2007

Reflexão Crítica do 5º capítulo




“(…)O computador como um meio para construírem a coesão familiar, em vez de o considerarem um factor de desunião.”

Aleluia até que enfim alguém chega a esta brilhante conclusão!!! Grande Seymour Papert.Eu concordo com todas as vírgulas desta citação de Papert em A Família em rede, e porquê perguntam vocês? Porque, meus queridos, os Pais têm uma atitude errada face ás tecnologias, mais especificamente face aos computadores. Os pais preocupam-se com a má influência que os computadores poderão ter na vida e na educação dos seus filhos, ou porque as crianças poderão aceder a sites menos próprios ou mesmo estabelecer ligação com pessoas de índole duvidosa mas esquecem-se que tudo isto pode ser evitado com a sua supervisão ou pelo bloqueio deste tipo de sites. Claro que há pais que não dominam esta tecnologia, mas tudo isto poderia mudar se houvesse mais disposição por parte dos pais em acompanhar os seus filhos nas suas tarefas ao computador e até poderiam aprender um pouco com eles, o que iria unir pais e filhos através de um processo contínuo de aprendizagem em que o pai ensina o filho e em que o filho em muitos casos, também poderá ensinar o pai. Claro que existem muitos factores exterior que dificultam este processo, ou porque os pais trabalham demasiado e quando chegam a casa não tem tempo para acompanhar os seus filhos, é totalmente compreensível, mas nos fins-de-semana quando existe tempo de sobra, seria interessante estabelecer-se um dialogo entre pais e filhos, para se encontrar interesses comuns e assim realizarem em conjunto um projecto em que existisse colaboração de ambas as partes. O que iria ser uma actividade bastante positiva na medida em que existiria uma aprendizagem entre pais e filhos e os filhos ao ver os pais a aprender talvez se entusiasmassem ainda mais com o aprender mais e mais, talvez isto pudesse emitir este pensamento nas crianças “Se o papa gosta de aprender
…talvez isto não seja assim tão chato”

10/12/2007

Reflexão crítica do 4º capítulo

“Os valores devem ser ensinados pela escola ou pelos pais?”
Eu tenho uma opinião muito bem definida acerca deste tópico. A verdade é que a maioria dos pais vê a escola como uma “máquina” para educar os seus filhos, em parte é verdade dado esta transmite muitos conhecimentos acerca de diferentes matérias, mas há certos valores que não se adquirem na escola tem de ser incutidos em casa desde pequenos. Tal como o sentido de responsabilidade, de honestidade e de humildade. São os pais através de uma aprendizagem familiar que devem transmitir os valores importantes que uma criança tem de possuir para ter um futuro brilhante. A vivência na escola também transmite muitos bons valores, que resultam da interacção das crianças umas com as outras, a partilha, o saber trabalhar em equipa.
Nas práticas de ensino também terá de existir honestidade. Há que existir honestidade naquilo que se ensina e transmite às crianças, ou seja, tem de se acreditar fielmente no que se ensina, conceder algum significado ao que se ensina para que a criança encontre um propósito para o que está a aprender e assim assimilará com maior facilidade. Falando da minha própria experiência ,muitos dos conteúdos que me foram ensinados nunca “encaixaram” na minha cabeça dado que eu não encontrava um propósito, ou seja, não conseguia compreender em quê que estes conteúdos me iriam ajudar na minha vida “cá fora”. As minhas dificuldades a matemáticas nunca foram completamente ultrapassadas dado que não tive nenhum professor que me motivasse a aprender matemática, eu percepcionava esta disciplina como uma miscelânea de equações e de teoremas nos quais eu não encontrava nenhum significado maior para os aprender.
O respeito no processo de ensino - aprendizagem também está relacionado com o facto de as práticas educativas não darem espaço de manobra, para a criança pensar por si ou seja, o meu processo de ensino aprendizagem ocorreu do seguinte modo: o professor debitava informação eu assimilava ou não a informação consoante as situações o que desenvolveu em mim um quase receio de pensar por mim, gerando este pensamentos em mim:” hmm…será que estarei a pensar bem?” “é melhor não dizer alto o que estou a pensar…pode estar errado!”.O que sinceramente me dificultou um pouco a vida. Por isso mesmo, é que eu sou apologista da utilização do computador na aprendizagem, dado a que a criança em frente ao computador, realizará actividades interessantíssimas e, desenvolverão a capacidade de autonomia e de exploração não se sentindo pressionadas se estarão a realizar estas tarefas bem ou mal, vão descobrindo por tentativa de erro, pensando por elas mesmas.
O nosso querido Papert também refere neste capítulo maravilhoso, a valorização das pessoas. Ele aborda este tema referindo que as pessoas em diversas fases da vida emitem vários juízos de valor a partir das capacidades mentais de uma pessoa, isto acontece com bastante frequência na cultura das crianças.
Se uma criança tem dificuldades em juntar sílabas, isto dificultara a sua leitura, se tiver dificuldades em fazer contas isto dificultará as suas tarefas matemáticas. Isto faz-me pensar na limitação que existe nas práticas educativas nas nossas escolas, na pouca diversidades de estratégias de ensino que existe para se alcançar os objectivos do currículo. Na disciplina de matemática só há uma forma de aprender equações e teoremas, e há crianças que não tem essa capacidade tão bem desenvolvida o que irá dificultar o seu desenvolvimento nesta área, o ideal era existir novas estratégias para que a criança conseguisse chegar as soluções das equações de modo que compreendesse o que estava a fazer. O computador pode facilitar esta tarefa, na medida em que a criança explora e aprende por si própria e não está pressionada com o que o professor lhe diz para fazer.