“Os valores devem ser ensinados pela escola ou pelos pais?”
Eu tenho uma opinião muito bem definida acerca deste tópico. A verdade é que a maioria dos pais vê a escola como uma “máquina” para educar os seus filhos, em parte é verdade dado esta transmite muitos conhecimentos acerca de diferentes matérias, mas há certos valores que não se adquirem na escola tem de ser incutidos em casa desde pequenos. Tal como o sentido de responsabilidade, de honestidade e de humildade. São os pais através de uma aprendizagem familiar que devem transmitir os valores importantes que uma criança tem de possuir para ter um futuro brilhante. A vivência na escola também transmite muitos bons valores, que resultam da interacção das crianças umas com as outras, a partilha, o saber trabalhar em equipa.
Nas práticas de ensino também terá de existir honestidade. Há que existir honestidade naquilo que se ensina e transmite às crianças, ou seja, tem de se acreditar fielmente no que se ensina, conceder algum significado ao que se ensina para que a criança encontre um propósito para o que está a aprender e assim assimilará com maior facilidade. Falando da minha própria experiência ,muitos dos conteúdos que me foram ensinados nunca “encaixaram” na minha cabeça dado que eu não encontrava um propósito, ou seja, não conseguia compreender em quê que estes conteúdos me iriam ajudar na minha vida “cá fora”. As minhas dificuldades a matemáticas nunca foram completamente ultrapassadas dado que não tive nenhum professor que me motivasse a aprender matemática, eu percepcionava esta disciplina como uma miscelânea de equações e de teoremas nos quais eu não encontrava nenhum significado maior para os aprender.
O respeito no processo de ensino - aprendizagem também está relacionado com o facto de as práticas educativas não darem espaço de manobra, para a criança pensar por si ou seja, o meu processo de ensino aprendizagem ocorreu do seguinte modo: o professor debitava informação eu assimilava ou não a informação consoante as situações o que desenvolveu em mim um quase receio de pensar por mim, gerando este pensamentos em mim:” hmm…será que estarei a pensar bem?” “é melhor não dizer alto o que estou a pensar…pode estar errado!”.O que sinceramente me dificultou um pouco a vida. Por isso mesmo, é que eu sou apologista da utilização do computador na aprendizagem, dado a que a criança em frente ao computador, realizará actividades interessantíssimas e, desenvolverão a capacidade de autonomia e de exploração não se sentindo pressionadas se estarão a realizar estas tarefas bem ou mal, vão descobrindo por tentativa de erro, pensando por elas mesmas.
O nosso querido Papert também refere neste capítulo maravilhoso, a valorização das pessoas. Ele aborda este tema referindo que as pessoas em diversas fases da vida emitem vários juízos de valor a partir das capacidades mentais de uma pessoa, isto acontece com bastante frequência na cultura das crianças.
Se uma criança tem dificuldades em juntar sílabas, isto dificultara a sua leitura, se tiver dificuldades em fazer contas isto dificultará as suas tarefas matemáticas. Isto faz-me pensar na limitação que existe nas práticas educativas nas nossas escolas, na pouca diversidades de estratégias de ensino que existe para se alcançar os objectivos do currículo. Na disciplina de matemática só há uma forma de aprender equações e teoremas, e há crianças que não tem essa capacidade tão bem desenvolvida o que irá dificultar o seu desenvolvimento nesta área, o ideal era existir novas estratégias para que a criança conseguisse chegar as soluções das equações de modo que compreendesse o que estava a fazer. O computador pode facilitar esta tarefa, na medida em que a criança explora e aprende por si própria e não está pressionada com o que o professor lhe diz para fazer.
10/12/2007
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